1 de maio de 2012

Entrevista com "Bruno Pereira Founder TV App Agency " e aplicação da Analítica nas Smart TV 's

Hoje trago-vos uma entrevista com o Bruno Pereira da TV App Agency, a quem agradeço a disponibilidade para o nosso blogue. Cheguei ao contato com o Bruno Pereira a partir de um case study do Google Analytics sobre aplicações para TV e fiquei muito satisfeito por ver mais um Português com sucesso, numa área inovadora e com muito potencial, ou seja, a televisão está novamente a reinventar-se.

A entrevista

Jorge Cunha (JC): Gostaria de saber numa frase de onde és natural e onde estudaste?

Bruno Pereira (BP): Sou natural da Ericeira, estudei na UBI e no ISEL em Engenharia, estou fora de Portugal há 12 anos e vivi em 7 países durante esse tempo.

JC: Disseste que há doze anos que estás fora de Portugal, naturalmente tens saudades, quais?

BP: Da Praia e da minha família.

JC: Obrigado Bruno!

JC: Como foi o teu caminho até á fundação da TV App Agency?

BP: Foi uma oportunidade que apareceu em 2000, para ir trabalhar para a Intel, e desde ai passei por empresas como IBM, Accenture, IKEA, Bell Canada, BT e start ups como Sevice2Media e Grapple.

A TV App Agency surgiu de uma ideia de que o mobile está “super” povoado e que este espaço tem todos os indicadores que o mobile teve há 4 anos atrás.

Depois desta introdução, fomos ao encontro do que o Bruno faz, para nos esclarecer um pouco sobre o que são estas novas televisões.

JC: Existe alguma diferença entre Connected TV e Internet TV, ou são denominações para o mesmo conceito?

BP: Tudo começou com Interactive TV em 2000, que desde aí evoluiu para Internet TV (só tinham um RSS Reader), para Connected TV e hoje em dia o termo da moda é Smart TV. Em resumo uma evolução que acaba com a comparação de Smartphones e Smart TVs.

JC: Quer dizer que estas Smart TV, são uma evolução aos nossos tempos por parte de uma televisão que está em evolução.

BP: A televisão está sempre presente nas nossas casas, mas até hoje tem sido algo esquecido, ao converter numa Smart TV, as pessoas passam a ter um mar de oportunidades em relação a conteúdos que até hoje não era possível. Por outro lado os produtores de conteúdo podem agora ter acesso a audiências em direto.

JC: Que tipo de aplicações pode executar a Smart TV, por exemplo?

BP: De tudo um pouco, os processadores nas televisões ainda são um fator limitativo. Mas desde VOD (Vídeo on Demand) a Apps (Aplicações) de informação de transporte públicos entre outras que façam sentido estarem na Smart TV.

JC: Voltando ao case study, Quais as métricas que são mais comuns a este tipo de aplicações como por exemplo da LigaBBVA e da Absolute Radio.

BP: As métricas normalmente são:

- unique users
- Session times
- Play time
- How many videos before dropping out
- How many adverts


JC: O case study do Google Analytics(GA) revela como vocês utilizaram o GA para ter análises mais coerentes nos vossos clientes e que ajudou de forma determinante a melhorar o "engagment" e a experiência

BP:Este espaço é novo e ninguém sabe ao certo qual é a melhor maneira de desejar e de mostrar conteúdo, por isso, os dados analíticos são muito importantes para evolução das aplicações, pois no fim do dia devem ser os consumidores a direcionar o conteúdo e não a direção oposta.

JC: Muito obrigado pela entrevista e continuação de sucessos

Links para o Case Study TV Ap
Bruno Pereira Founder TV App Agency  
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